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Casa de N. Srª da Conceição

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​A Casa foi habitada por mais de dez gerações duma mesma família de nobreza rural, na maioria das vezes sempre transmitida por via feminina.

Originalmente dos Vieira Marques e posterior e sucessivamente dos Marques Ayres, quatro gerações Ayres de Seixas, duas gerações Seixas Vidal, uma Vidal Patrício, uma Patrício Lino Netto e actualmente Lino Netto Motta Guedes, na sua 11ª geração conhecida.

É de referir que, por grande devoção a Nossa Senhora da Conceição, a 1ª Morgada de Ayres começou a tradição de acrescentar 'da Conceição' ao seu próprio nome, em honra à Padroeira do vínculo e da própria Casa.

Bem na sua origem a Casa era um exemplar de habitação bem típico das famílias abastadas de nobreza rural portuguesa no século XVII. Originalmente integrava o que é hoje o edifício da Junta de Freguesia e de outros Serviços Camarários, e que no seu extremo Sul tinha a Capela, que devido aos interesses da terra foi demolida em 1865, em vida do seu então proprietário Dr. Mathias Marques Ayres e Seixas, para alargamento da via, isto é, para proporcionar a passagem e alargar a entrada entre a Rua Direita e o Rossio.

Em oposição ao passado a fachada do Largo do Município passou a ser a principal, mais variada e decorada com arcos de volta perfeita e pátio de entrada com calçada à portuguesa, e a da Rua Dr. Anselmo Patrício mais sóbria, mais séc. XVII, ambas com profusão de cantarias e ferros forjados à portuguesa.

Edíficio amplo e de aparência solarenga. Cantarias maciças nos vãos, nas cimalhas e nos cunhais, nas colunas e colunelas, ferros e azulejos em profusão num conjunto séc. XVII, bem português.

No interior abundância de azulejos, cantarias e ferros. Tectos em maceira, trabalhados em castanho, decoram as principais salas do andar nobre da Casa. Espaçosa sala de jantar, com tecto em maceira e paredes pintados a óleo com paisagens, florões e outros motivos decorativos em trompe d'oeil, que à época em que foram pintados, isto é no séc. XIX, passaram a ser então maravilha da Casa e da Terra.

No R/C da Casa alguns quartos com abobadilhas, bem à portuguesa, e todos com casas de banho privativas, mandadas fazer já na primeira metade do séc.XX.

A nível do vestíbulo principal da Casa e da sala de jantar grande, pavimentos em mármore de Estremoz com desenhos e cores bem ao gosto tradicional português.

A nível do andar nobre, soalho de tábua corrida, e nos quartos do R/C a velha tijoleira e os banquinhos à janela completam bem o conjunto séc.XVII dos tectos em abóbada e dos azulejos na parede, ao gosto luso-árabe.

De realçar ainda a Capela privada de Nossa Senhora da Conceição, com porta para a Rua Dr. Anselmo Patrício (antiga Rua Direita), com um altar em talha dourada a ouro fino, ladeado por dois anjos Anjos monumentais, e em que está entronizada a linda e bem conservada imagem de madeira policromada do séc.XVIII da Senhora da Conceição, Padroeira da Família e da Casa, e cuja Soberana Invocação na antiga Capela constituiu o vínculo do Morgadio dos Ayres, antepassados em linha recta da Família proprietária da Casa.